Natal de Jesus, a ternura que nos atrai! …

tres-reis-magosConvocados pela máquina publicitária e por tantos outros sinais que foram chegando às nossas cidades, vilas e aldeias, eis que a rotina se altera, os rostos se revestem de sorrisos e começa a distribuição generosa de votos de boas festas a toda a gente… O Natal também é isto!

Não importa tanto o porquê, o importante é participar…, e quase todos fazem questão em se associar! Neste tempo pós-cristão, cada qual chama Natal ao melhor que consegue imaginar de altruísmo, paz, bondade, amor, alegria e tudo o que de mais belo se possa desejar àqueles que nos são mais caros… e não só! O Natal tem muito disto!

Contudo, esta Festa, que atravessou as fronteiras cristãs e se celebra um pouco por todo o mundo, não é uma data – nós nem sabemos o dia exacto do seu nascimento –, mas uma Pessoa! Por isso, nesta Quadra, as pessoas visitam-se, acolhem-se, dialogam, escutam-se, partilham e encontram tempo e disponibilidade interior para celebrarem os laços que as unem. O Natal sente-se nisto!

Mas não chega, pois tudo isto se pode fazer – e faz-se – sem Jesus. Assim acontece em tantos corações, famílias e na cultura dominante, que nos inunda com as suas mensagens e estímulos, tantas vezes contraditórios. E gera-se a confusão, pois tudo o que se vive e sente não chega para fazer justiça às aspirações mais profundas do nosso ser… E Jesus veio para isto!

De facto, a graça do Natal contempla-se na ternura do Deus Menino que assume o humano – e tudo aquilo que o humilha – para o reinventar ao ritmo do seu Amor. Assim, o Natal de Jesus, na sua simplicidade e humildade, exerce em nós uma suave e íntima atracção, lançando luz e esperança sobre os nossos medos e dores mais secretas. O Natal é isto!

Que o Emanuel, o Deus connosco, a todos visite e nos faça testemunhas do seu amor e da sua paz, que inspira confiança e inventa caminhos novos de solidariedade e responsabilidade pelos que estão mais fragilizados e sós. E o Natal é para isto!

A todos desejo um Santo Natal e Feliz Ano Novo.

P. Armindo Janeiro

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