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Domingo, Outubro 02, 2022

Categoria: Crónica

Memórias e experiências de vida

Jerusalém edificada como cidade inabalável_Parte 3

Belém é outra cidade governada pelos palestinianos, próxima de Jerusalém. Ficámos alojados na magnífica “Casa Nova” dos franciscanos, mesmo colada ao complexo da Basílica da Natividade. Celebrámos a Eucaristia numa das diversas capelas subterrâneas (gruta) deste complexo, num ambiente completamente extraordinário. Passeámos pela praça central da cidade, aqui junto, mergulhámos num bairro árabe, super seguro, para uma extensa conversa com um árabe, em que percebemos um pouco melhor do xadrez político e administrativo destas cidades ocupadas,

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Jerusalém edificada como cidade inabalável_Parte 2

Por Luis Matias (ASDL) Encontrámos uma nascente de um dos afluentes do rio Jordão, num parque florestal bem bonito, bem sombrio (no bom sentido), a contrariar simpaticamente o que ditavam os termómetros. Umas quedas de água, muito cristalina, a gerarem rápidos e lagos pela montanha abaixo. E fomos para Nazareth. Conhecemos todos estes locais, visualizamo-los pelas escrituras, ao longo da nossa vida. Estar aqui, é outra coisa. As ruínas da casa onde viviam José, Maria e

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Jerusalém edificada como cidade inabalável_Parte 1

Por Luis Matias (ASDL) Ainda mal acabados de refazer da intensidade que vivemos na nossa peregrinação à “Terra Santa”, da qual chegámos há duas semanas, apetece-me utilizar como título esta citação (adaptada à canção), do Salmo 121. A viagem foi programada em segunda linha, por imperativo de se ter ainda adiado o já programado rumo a Moçambique, no âmbito da já famosa acção anual “Por mares dantes navegados”. A escolha da “Terra Santa” (e designamos assim

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Os rostos da solidariedade…. Por Alfredo Monteiro

Em 8 de Janeiro de 1964 parti do cais de Alcântara-Lisboa e, uma semana depois, o navio “Quanza” atracava em Bissau. A minha Companhia (618) rumava a norte, da então Província Ultramarina, com a fria ração de combate distribuída ainda no barco. Sentados nas viaturas militares vimos a cidade a correr….. Poucos quilómetros alcatroados e muitos de terra solta. De seguida, o rio Mansoa a travar-nos a marcha. Preguiçoso e lento, mais parecia adormecido no leito.

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O Natal franciscano, por Alfredo Monteiro

Sentimos que o Natal está próximo. O tempo é de Paz e de fraternidade, do encontro de Deus connosco, que não quis ficar lá distante, e de nós com Deus. Apesar da pandemia, teimosa e agressiva, regressa a Esperança de caminharmos e estarmos juntos. Neste intenso itinerário do reencontro podemos construir horas de solidariedade e de partilha. Todos somos chamados a cuidar daqueles que o mundo esconde e esquece, escutando o clamor dos que mais sofrem.

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A sirene dos estaleiros

Ainda bem ensonada, ela apitava, apitava cedo, pelas oito horas daquele inverno bem frio – que havia de levar a ‘Febre Asiática’ a mandar para casa os estudantes do País – com a ronca a fazer de bicho papão ao nevoeiro que tanto aflige quem, com tal tempo, moireja sobre as águas do mar… Porém, havia já uma boa hora que aqueles adolescentes, esfregando os olhos, se tinham levantado. Arregaçadas as mantas para arejar a cama,

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O  ENCONTRO  DE  DUAS  MISSÕES

No século passado, início da década de sessenta, vivi a experiência radical da mudança de vida! Da paz e do silêncio dos claustros conventuais, a austeridade da cela franciscana, da oração e do estudo, transitei para o desassossego e a linguagem rude da caserna! Era a “tropa” com os crosses, a ordem unida, a aplicação militar… Enfim, a incorporação, em Mafra, no “COM”- Curso de Oficiais Milicianos! E cerca de dois anos depois dei comigo no

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Histórias do Carnaval em Coimbra

“In illo tempore” a quadracarnavalesca no Seminário de Coimbra incluía a “Adoração das 40 horas”. Assim, ao longo de 40 horas consecutivas, o Santíssimo, exposto na Igreja do Seminário, tinha uma “guarda de honra”. Os sucessivos turnos dos alunos sucediam-se dia e noite em ambiente de adoração e recolhimento.As noites porém eram longas e as madrugadas custavam a chegar. Há já algum tempo a ideia andava a fervilhar, mas ainda não tinha surgido a ocasião mais

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As bolachas do casamento

Na Gândara (Figueira da Foz) dos anos cinquenta, casar era um ‘rito de passagem’ da maior importância comunitária que, finalmente, conferia ao ‘rapaz’ o pleno estatuto de ‘homem’! Normalmente combinado durante uma ceia, para o efeito ajustada em casa de um dos casais de ‘parceiros’, o casamento era marcado – com cerca de um ano de antecedência – para um sábado dos meses de inverno. Em tal época, todas as colheitas estavam feitas, engordado o carneiro

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Fazer nada…

– Chegou o dia em que, finalmente, vou poder fazer aquilo que gosto! – Exclamava jubilosamente o funcionário, na sua pose anafada e balofa, que os excessos acumulados no desfiar dos dias proporcionaram, ainda mais vaidoso que o habitual, após receber a notificação de que chegou a ansiada aposentação. O contínuo, termo hoje em desuso, substituído pela modernista designação de “auxiliar administrativo” neste afã de apagar as tradições, mas cujo conteúdo funcional nada mudou, sempre bajulador

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