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Quarta-feira, Outubro 20, 2021

Categoria: Opinião

Notas generalistas.

A  conversão ecológica, por Alfredo Monteiro

…E o grito da Natureza ouviu-se; forte, muito forte! E os povos sentiram as suas dramáticas e dolorosas consequências. Vilas e aldeias foram varridas pelos ventos ciclónicos e afogadas nas águas sujas das enxurradas. Muitos mortos e desaparecidos, enormes prejuízos materiais. Estes fenómenos inesperados aconteceram, neste verão, em países europeus! E, nos Estados Unidos e Canadá, o calor infernal com incêndios devastadores. Os cientistas tinham avisado que os sinais da Vida da Terra estavam a piorar

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A MISSÃO ADIADA

Depois de Cabo Verde e Guiné-Bissau, de São Tomé e Príncipe e Angola, o nosso regresso a África foi adiado. Era a missão de 2020 a Moçambique. Desde Março desse ano que vivemos um “tempo congelado,” impedindo-nos de percorrer os caminhos que levam ao encontro presencial! E o povo moçambicano que, desde 2017, vive uma situação trágica e desoladora, com os ataques bárbaros dos terroristas, bem precisa dos abraços de proximidade, solidariedade e de fraternidade. Os

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“E EÇA, HEIN?”

(Os estrangeirismos de Eça de Queirós) Titulo este texto com uma homofonia (palavras homófonas: têm a mesma pronúncia, mas grafia e significado diferentes, lembram-se?) que simultaneamente nos remete para o saudoso Fernando Pessa e o consagrado Eça de Queirós. Lanço o holofote a este último. Não sou crítico literário nem faço juízos de valor de escritores, muito menos se conceituados, que ocupam um espaço a que ascenderam com razão. Dessa tarefa se encarrega, com saber e

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Somos portugueses, mas we speak english!

(Terá futuro, a língua portuguesa?) Lamentável e contra-sensual, no mínimo, é haver gente nada e criada aqui, em Portugal, que a toda hora, em qualquer lugar ou circunstância, utiliza termos e expressões em inglês, quando bem podia usar os correspondentes em português. Por que há-de dizer-se “task force”, por exemplo, quando se pode utilizar “grupo de trabalho”? Por vaidade? Por ser moda? Por ser “nice”? “Se não for travada a entrada na nossa língua de estrangeirismos

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O Seminário, uma grande escola de formação.

Ao longo de uma vida somos marcados pela nossa família, pelas pessoas que cresceram, trabalharam, estudaram, conviveram connosco e foram, de uma maneira ou de outra, responsáveis pela nossa formação. O Seminário é uma dessas grandes escolas da sociedade que marca pela positiva quem por lá passa. Grandes homens, sacerdotes e leigos, que esta instituição tem formado ao longo da história e que têm prestado dignificantes serviços à sociedade. Mesmo aqueles que não continuaram a estudar

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A economia de Francisco – 6

Ser fermento onde quer que nos encontremos Ouvindo os vários debates e fóruns sobre economia, inclusive com a participação de peritos de formação cristã, tenho reparado que se apela sempre ao testemunho de quem julga saber da matéria ou de quem tem tido êxito na vida empresarial. Pensa-se na melhor maneira de produzir riqueza e na melhor forma de a distribuir equitativamente. Mas isto, como afirma o Papa Francisco, não basta. «É preciso que os pobres

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A Economia de Francisco – 5

Conversão e transformação das nossas prioridades Papa Francisco afirma que não basta apostar sobre o terceiro sector ou os modelos filantrópicos. O que fazem é crucial, mas não se têm mostrado capazes de afrontar estruturalmente os actuais equilíbrios que golpeiam os mais excluídos e que, sem o quererem, perpetuam estruturalmente as injustiças que pretendem eliminar. «De facto, não se trata só ou exclusivamente de acorrer às necessidades mais essenciais dos nossos irmãos. É preciso aceitar estruturalmente

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A economia de Francisco – 4

Necessária uma conversão e transformação das nossas prioridades O discurso do Papa Francisco aos participantes no Encontro de Assis sobre «A Economia de Francisco» é tão rico e desafiante que merece ser bem conhecido para poder ser interiorizado e levado à prática. Prosseguimos na sua análise. Sem entrar em sistemas económicos enquanto tais, pois não são eles que, de per si, resolvem os problemas das desigualdades económicas, culturais e sociais, Francisco constata que a crise social

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A invenção da esperança!

Vivemos uma situação sanitária que torna penosas as relações humanas e coloca sob suspeita todos os nossos contactos, suspendendo, por isso, a vida comunitária nas suas diversas dimensões: social, profissional, cultural e religiosa, pela possibilidade real de cada um de nós ser vítima e transmissor deste inimigo invisível… E os que partilham o mesmo tecto, na trama das relações familiares, não deixam de ter a mesma percepção, pois não há risco zero e o vírus não

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Do estado de negação à realidade que nos esmaga!

Não é de agora…, somos um pouco assim, temos dificuldade em enfrentar a realidade: mais facilmente pensamos em impor-lhe as nossas pretensões e deslumbramentos do que aceitamos seguir realisticamente as possibilidades que ela nos oferece. Mas a produção de uma realidade alternativa tem limites e quando eles são desconsiderados e negados, pagamos todos e pagamos caro, a começar pelos mais frágeis! Nestes dias, diariamente, as vítimas são às centenas… E valem pouco ou nada as palavras

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