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Terça-feira, Fevereiro 10, 2026

Assembleia Geral da Primavera 2026

Nos termos estatutários, realizou-se no passado dia 7 de Fevereiro de 2026, a Assembleia Geral da UASP, a primeira do ano, que designamos habitualmente por Assembleia-Geral da Primavera.

Quase primavera, mas não muito. Com efeito, estamos mergulhados, a nível do país (e também Espanha), num fenómeno meteorológico extremo, com a passagem de várias tempestades em cadeia, absolutamente devastadoras, e a que este nosso pacato cantinho tem sido poupado. Mas agora, sobretudo a Kristin, devastou profundamente paisagens, vidas, esperanças, cidades, pertences de todo o tipo e, cujas cicatrizes, vão demorar muito a curar, fisicamente e, sobretudo na lembrança das pessoas afetadas. Esta situação, que foi também lembrada e descrita com algum detalhe pelo Pe. Armindo Janeiro, o nosso Presidente, que esteve e está também no centro dos destroços e do apoio solidário, com a Diocese de Leiria-Fátima, através do Seminário Diocesano de Leiria e da Cáritas Diocesana, despertou também o que há de melhor na maior parte do povo português, o sentido de ajuda, de solidariedade e, também, de compaixão. Este movimento espontâneo, do Minho ao Algarve, foi, e é, a verdadeira força do amor ao próximo.

A Assembleia Geral seria acolhida com muita emoção e disponibilidade/serviço, pela ASSASB, a Associação dos Antigos Alunos dos Seminários Arquidiocesanos de Braga, no seu Seminário de Nossa Senhora da Conceição, mas, na véspera, por conta da persistência da situação climatérica do país e da situação catastrófica que gerou e se previa que continuasse, foi proposto e decidido alterar-se o formato da reunião. Aprendemos com a recente pandemia global que, a tecnologia, coloca-nos à disposição meios para lograrmos objetivos na emergência, e assim os utilizámos. A reunião magna da UASP foi feita sem sairmos de casa, através de videoconferência.

Provavelmente, não terão faltado previsões de que a reunião se resumiria ao mínimo essencial e com o mínimo de participantes. Nada mais errado; a Assembleia Geral teve uma grande participação e onde vislumbrámos um generalizado interesse nos assuntos em discussão. As poucas faltas, em termos de Associações, foram devidamente esclarecidas e, atendendo a que as associadas são coletivas, uma série de pessoas individuais das Associações, participaram, e outras, sentiram a necessidade voluntária de justificar os seus motivos de ausência. E registamos também que, ao contrário de outras experiências de reuniões remotas, a tecnologia, desta vez, ajudou-nos na perfeição. Conseguiram realizar-se todos os contactos, estáveis e em excelentes condições.

A reunião começou à hora marcada, presidida pela ASSASB (que está na presidência da Mesa da Assembleia Geral), tendo sido delegada a sua operacionalização na pessoa do Pe. Carlos Vaz, que o fez com maestria. Propôs iniciarmos com um momento de oração, baseado na liturgia deste fim de semana, à qual se seguiu a leitura da acta da última Assembleia Geral e respetiva votação. Seguidamente foi apresentado o Relatório e Contas referentes ao ano transato, 2025, já previamente remetido às Associadas. O documento estava eximiamente preparado e detalhado, sendo talvez o melhor formato apresentado em toda a vida da UASP. Isso foi reconhecido por todos, o que mereceu na aprovação, aclamação e louvor, com especial menção ao trabalho voluntário, mas profícuo, da Isabel Oliveira, do Secretariado, a quem não raras vezes designamos afetivamente de “Seminarista Honorária”.

Foram ainda referidos em assuntos diversos, informações sobre as “Jornadas Culturais” em Vila Viçosa, organizadas pela LASE no próximo Maio; a viagem à Turquia, “Os caminhos de S. Paulo” em Abril; e ainda, a já referida informação sobre a situação catastrófica nos distritos de Leiria, Santarém e um pouco em Coimbra, agora expandida a outros locais do país, por força das inundações, prestada essencialmente pelo Pe. Armindo Janeiro e José Roque.

Faltou, é certo, o abraço físico, o contacto e a alegria próprios do encontro presencial, mas sentimos, sem dúvida (numa reunião magna que tinha todos os argumentos para ser pouco significativa e cumprir apenas objetivos mínimos), uma consistente e inusitada força e vitalidade das Associações, que se plasma também na força da UASP. Bem hajam!

Luís Matias, ASDL

 

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