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Quarta-feira, Outubro 20, 2021

Francisco de Assis, o irmão universal, por Alfredo Monteiro

A 4 de Outubro celebramos a festa de São Francisco de Assis. Este “Gigante da Santidade”, como o definiu Bento XVI, Papa emérito, foi chamado por Deus para renovar a Igreja Católica com a radicalidade da fé e do amor a Jesus Cristo. Renovou, de verdade, a Igreja sempre em comunhão com o “Senhor Papa”, como gostava de chamar ao Bispo de Roma. E do amor profundo a Cristo amou também todas as criaturas. Entendeu a Natureza como “uma linguagem na qual Deus fala connosco”. Francisco de Assis e os irmãos franciscanos, ao longo dos 800 anos já decorridos, desde a fundação da Ordem dos Frades (OFM), continuam a aproximar os homens de Deus e a cuidar, com zelo, da nossa “Casa Comum” como, também, nos exorta continuamente o actual Papa.

Francisco de Assis olhou para os seres da Criação como irmãos. Tanto assim foi que até ao lobo mau tratou como irmão! É uma linda história, retirada das “Florinhas de São Francisco”, obra de Frei David Azevedo (ofm), que adaptei para, abreviadamente, vos contar:

“Na cidade italiana de Gúbio apareceu um lobo muito grande e feroz que atacava animais e pessoas. Francisco, compadecido com a situação, foi ao encontro do lobo que, de goelas abertas, ameaçou o santo. Mas, Francisco, sem medo, disse-lhe: “…anda cá, lobo! Mando-te da parte de Cristo que não faças mal, nem a mim, nem a pessoa alguma”. Então, o lobo, como um cordeirinho, deitou-se aos pés de Francisco que lhe falou assim: Irmão lobo, vamos lá fazer as pazes”. E o lobo, com movimentos próprios, aceitou a proposta. Francisco estendeu a mão para receber o cumprimento do lobo que, correspondendo, levantou a pata dianteira. Depois, disse-lhe ainda: “agora vamos à cidade estabelecer as pazes com os ofendidos”. E assim foi. O lobo prometeu não voltar a fazer mal a ninguém e o povo comprometeu-se a dar-lhe de comer….”

Francisco era um homem de diálogo. Já, no seu tempo, quando o confronto entre o Islão e o Cristianismo era sentido, falou com o Sultão do Egipto para aí pregar o Evangelho. E foi, também, o maior poeta e cantor da Criação. Sou de formação franciscana, por isso, aqui fica, como poeta menor, a minha homenagem, neste modesto poema, ao IRMÃO UNIVERSAL:

Deus criou o mundo,
e no Seu amor profundo pela Criação,
vendo que tudo era belo, sem igual,
Deu-nos, depois, o Irmão Universal,
o “Poverello”!…
E, assim, Deus quis,
que todos os dias, em cada manhã,
Francisco de Assis saudasse
toda a criatura como irmã:
O Sol, o fogo, o vento,
a Terra Mãe, a água pura,
todo o elemento;
as aves do ar,
os répteis do chão,
os peixes do mar…
E o feroz “Lobo de Gúbio”
também é nosso irmão!…

Alfredo Monteiro, AAAFranciscanos

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