“Por Mares Dantes Navegados”- IV Etapa: Madeira e Porto Santo

Com o verão a declinar, uma embaixada representativa da UASP (União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses) aportará nas Ilhas da Madeira e do Porto Santo, digamos que integrando, de alguma forma, a comemoração dos 600 anos da sua descoberta, com objetivos bem diferentes dos que motivaram o desembarque de Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo por aquelas terras, no já longínquo século XV. Diríamos que, naqueles dias, compreendidos entre 15 e 22 de Setembro, iremos conferir o que ainda persiste do ímpeto conquistador e evangelizador que animou os descobridores portugueses, além da busca de alguns momentos de descontração e lazer que aquelas paragens proporcionam a quem as visita, tendo componentes culturais de vária ordem, histórica, cultural, eclesial, espiritual, ambiental e paisagista.

Embora já cientes do vasto e minucioso programa alojado em www.uasp.pt, elaborado pelo Manuel Gama, antigo aluno do seminário do Funchal, para bem preencher esta IV Etapa do projeto da UASP “POR MARES DANTES NAVEGADOS” não seria fácil enquadrar todo o seu conteúdo, caso não escutássemos a erudição do próprio sobre o assunto.

Mais fácil seria ainda, se o tempo o permitisse, analisar o conteúdo do magnífico “Dicionário das Festas, Romarias e Devoções da Madeira” editada por BNP – PORBASE, que o Manuel da Encarnação Nóbrega da Gama escreveu e ilustrou.

Não sendo possível tudo abarcar e escalpelizar, dá-se nota que a abrir, logo após a instalação no hotel escolhido, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, nos acolherá para uma celebração eucarística. É de facto uma igreja de conceção e construção carmelita, mas dos Carmelitas Descalços, um ramo diferente dos carmelitas que integram, neste momento, a UASP. Teve pouca expressão a atividade dos Carmelitas da Antiga Observância na ilha, que se resumiu a uma única fundação, já extinta há muitos anos, com a instalação de um convento mais por necessidade do que por devoção, digamos assim, para servir de logística, então primordial nas deslocações entre Portugal e Brasil onde fundaram variadíssimos conventos e cidades. Ali aportavam, descansavam, aguardavam que os temporais passassem e se refugiavam dos ataques dos corsários. Ora, não havendo instituições próprias na ilha ficava dispendiosa a estadia. Foi assim que nasceu o convento Carmelita do Funchal.

Mas, no dizer do Manuel Gama, a Madeira é franciscana! De facto foram os franciscanos que acompanharam os primeiros povoadores em 1420, e foi-lhes depois entregue a assistência espiritual nos primeiros anos do povoamento, tendo mesmo acompanhado o Cap. João Gonçalves Zarco que lhes deu agasalho no Funchal, numas casas em lugar ermo, de onde depois se transferiram para o edifício que construíram.

Além da inclusão no programa de todos os pontos turísticos mais visitados de natureza paisagista e ambiental, considerados pelas agências de viagem como os melhores e mais populares (Marginal do Funchal, Porto Santo, Piscinas Naturais de Porto Moniz, Pico do Areeiro, Cabo Girão, Jardim Botânico, Levadas, Santana e Curral das Freiras, entre outros) há que realçar outros aspetos:

Históricos e Culturais: – Com visitas a vários museus e igrejas que, elas próprias, são autênticos museus. Destaca-se em especial a visita à Igreja e à Torre do Colégio, bem como a Capela do Senhor dos Milagres, um templo reconstruído sobre a ermida inicial que ali existia e que ocupava o espaço onde, no dia seguinte à descoberta da ilha, foi celebrada uma missa em altar improvisado. Foi no decurso do grande aluvião de 1803 que a então ermida desapareceu e com ela a imagem de Cristo Crucificado que três dias depois haveria de ser descoberta e resgatada por um navio norte-americano, tendo a sua tripulação sido obrigada a refugiar-se na ilha de imediato, na sequência de novo temporal, resgatando-se assim definitivamente a imagem; visita ao Mercado e à Casa de Colombo;

– Eclesiais e espirituais: – Visita ao Bispo do Funchal, bem como à Catedral, com celebrações de eucaristias em vários templos:

Gastronómicos: – Também as refeições serão tomadas em variados locais que visam o contato com os pratos mais apreciados na ilha, bastante diversificados.

Não será por falta de conteúdo que esta IV etapa do projeto “POR MARES DANTES NAVEGADOS” não constituirá mais um marco nas realizações da UASP, pois abrange a quase totalidade das necessidades humanas, designadamente, culturais, espirituais, gastronómicas e paisagistas, resultado de um programa muito bem elaborado pelo Manuel Gama, ou não fosse, ele próprio, um expert na matéria, a quem estamos muito gratos.

Vamos lá! As inscrições caducam a 28 de Maio. Quanto mais cedo te inscreveres, mais cedo fica garantida a participação.

Américo Lino Vinhais
Gabinete de Comunicação

Programa

Ficha de Inscrição

2 thoughts on ““Por Mares Dantes Navegados”- IV Etapa: Madeira e Porto Santo

  1. Segunda, 30 de Abril de 2018 at 22:03

    Saudações Franciscanas de Paz e Bem

    ……E tem razão o Manuel Gama quando diz que a Madeira é franciscana…..Pude testemunhar esta afirmação através da comunicação efectuada por um investigador, natural do Funchal e Professor da Universidade dos Açores. Esta comunicação, entre muitas feitas por especialistas, aconteceu no âmbito das comemorações que assinalam os “Oito Séculos da Presença Franciscana em Portugal – Memória e Vivência”. Últimas Jornadas realizadas, em 26 e 27 deste mês de Abril, na Universidade Católica de Lisboa. Na verdade, os franciscanos desenvolveram forte actividade, na Ásia, África e Europa e, particularmente, nos Açores e na Madeira….

  2. David Francisco
    Segunda, 30 de Abril de 2018 at 07:12

    Excelente aperitivo! Quem se excluirá de saborear o que ele promete?

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