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Domingo, Agosto 31, 2025

Timor Loro Sae, de cinza e sonho se faz um Povo!

Promovido pela UASP – União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses, um grupo de antigos alunos, familiares e amigos (18 participantes), entre os dias 14 e 28 de julho, viajou até ao outro lado do Mundo para conhecer a alma de um Povo que renasceu das cinzas!
É verdade que o objetivo do projeto “Por mares dantes navegados” é partilhar a alegria do Evangelho com povos irmãos do mundo lusófono; foi assim nas cinco etapas africanas e o mesmo aconteceu nesta viagem missionária ao sudeste asiático: conhecer e celebrar os caminhos do Evangelho, servidos por tantos homens e mulheres que destas bandas partiram para aquelas terras e alí se doaram totalmente para que o Evangelho fosse conhecido, acolhido e se enraizasse, dando origem a tão belas respostas de fé.
Ao longo da nossa permanência naquele país, uma pergunta, feita de admiração e respeito, me vinha repetidamente ao pensamento: como é que um pequeno povo, disperso por metade da ilha de Timor, do enclave de Oecússi e das ilhas de Ataúro e Jaco cujas fronteiras resultam de um acordo entre Portugal e a Holanda (1859), pôde resistir e ganhar o direito a existir entre potências regionais que disputaram e distribuíram entre si os seus recursos naturais?
Começámos as visitas do último dia, no Museu da Resistência que narra a conquista dramática da liberdade por aquele país irmão!… Não obstante a desproporção, o Povo timorense ganhou o direito a existir com sangue derramado de cerca de meio milhão de Timorenses Loro Sae! Com determinação e, finalmente, com ajudas várias, fez ouvir a sua voz e atrair boas vontades para a sua causa. O seu futuro tem esta humildade e grandeza!
Seguimos, depois, para a Igreja de Motael e o Cemitério de Santa Cruz, lugares determinantes da história timorense. De tarde, visitámos a Catedral, a Escola Amigos de Jesus e o Centro Juvenil P. António Vieira, por onde passa – ali e em muitos outros lugares – a invenção do futuro daquela jovem nação. Aliás, foi a visita a muitas instituições e projetos semelhantes que ocupou grande parte da nossa estadia em Timor-Leste.
Damos graças a Deus pelo trabalho generoso, dedicado e com poucos meios, que pessoas, ordens religiosas e outras instituições estão a fazer pelo bem daquelas populações, principalmente em campos como a educação e a saúde.
Uma das evidências, que surpreende qualquer ocidental, é ver como a fé cristã se enraizou na alma daquele Povo, dando-lhe suporte na perseguição e alento na resistência; hoje alimenta a esperança de tantos projetos de desenvolvimento humano, espiritual e cultural; e é assumida como princípio inspirador para o futuro daquela Nação do Sol Nascente.
P. Armindo Janeiro 

One thought on “Timor Loro Sae, de cinza e sonho se faz um Povo!

  1. Saudações fraternas
    Participante nesta longa viagem missionária, já refeito da fadiga dos 84 anos, senti um sabor especial ao ler este texto, pequeno, mas belo e completo, do padre Armindo Janeiro. Deu-lhe um título feliz e de profundo significado…..
    Procuro a inspiração da brisa marítima da vila piscatória e agrícola da Apúlia para também partilhar algumas memórias desta viagem inesquecível e da proximidade de um povo de tão longe!
    Abraço de Paz e Bem
    Alfredo

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