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Quinta-feira, Junho 24, 2021

Eucaristia, banquete para todos!

A Eucaristia é o banquete que Deus Pai preparou para todos os povos; foi oferecido de uma vez para sempre pelo seu Filho na última Ceia e por Ele consumado sobre a Cruz: um excesso de amor e ternura sem fim e sem limites, escândalo e loucura para crentes e não crentes (1Cor 1,22-23)!

Na sua vontade incondicional de dar a conhecer o projecto do Pai, Jesus fez de todos os momentos da sua vida pública, mas sobretudo da sua condenação à morte, o lugar supremo da revelação do coração misericordioso de Deus: quebrou as lógicas da violência e do ódio que tudo destroem e entregou-Se livremente e por amor, para nos resgatar do poder do pecado e da morte e nos comunicar a sua vida, elevando-nos à dignidade sublime de filhas e filhos adoptivos.

Era para nós impossível imaginar que Deus quisesse acolher na sua intimidade, no mistério de vida e amor da Trindade Santíssima, uma criatura sua e ainda para mais pecadora, mas era esse, desde sempre, o seu desígnio que foi revelado na Páscoa de Jesus! Desta novidade absoluta brota uma fonte de luz e vida que ilumina toda a humanidade e precisa ser anunciada para ser acolhida e celebrada em todos os tempos e lugares. Esta boa, bela e feliz notícia (evangelho) é a razão de ser da Igreja e toda a sua missão!

Jesus preparou os seus discípulos para darem continuidade ao anúncio do projecto de seu Pai, não só pelas palavras que lhes comunicou e pelos gestos que realizou na sua presença, mas também fazendo descer sobre eles, depois de ressuscitar e subir aos Céus, o mesmo Espírito que o habitou ao longo da sua vida sobre a terra.

Assim Jesus os constituiu e nos constitui em Comunidade de discípulos – a Igreja – para que façamos a experiência do amor totalmente gratuito de Deus nosso Pai e sejamos testemunhas, na força e na alegria do Espírito Santo, da sua Ressurreição que é actualizada nos sacramentos e, especialmente, na Eucaristia!

O próprio Senhor nos deu o exemplo, ao fazer-Se ao caminho de dois dos seus discípulos (Lc 24,13-35), profundamente amargurados, para os ouvir, acolher a sua dor e fazê-los compreender o sentido último das Escrituras no que ao Messias dizia respeito. Assim a Igreja, na passagem dos tempos, é convidada a sair ao encontro de todos os homens e mulheres que se interrogam sobre o sentido do seu viver, para acolher as suas dores e esperanças e lhes levar a boa nova da Páscoa do Senhor.

No horizonte deste processo de discernimento, como aconteceu aos discípulos de Emaús, está a descoberta da importância de Cristo para as nossas vidas e, consequentemente, a necessidade de O escutar e receber d’Ele o pão que dá Vida.

Este encontro, quando acontece, transborda sempre em vontade de levar à prática o dinamismo amoroso que vem do coração do Pai. Seguindo Jesus, também nós somos impelidos a ser no mundo sinal da presença do Bom Samaritano para que outros experimentem a intensidade e a força com que Deus nos ama: um amor que pensa mais em dar do que em receber.

P. Armindo Janeiro

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