Gerações de esperança!

Regressados da terceira etapa “Por mares dantes navegados”, dou graças a Deus pela intensidade da experiência vivida em São Tomé e Príncipe: a simplicidade acolhedora e cativante das suas gentes; a fé viva, partilhada nas celebrações e traduzida em serviço aos mais pobres e doentes, aos mais novos e aos mais velhos, no meio de inúmeras dificuldades; o trabalho incansável de tantas e tantos voluntários em diferentes organizações que ajudam a suavizar carências – e são muitas! – e a alimentar a esperança de um futuro melhor para aquele jovem país, como nação e como população, pois mais de 70 % dos seus habitantes tem menos de 25 anos. Apesar de tudo, há sinais promissores de um tempo novo e exigente, a construir na perseverança e na ousadia!

A exuberância das suas paisagens, a densidade das suas florestas, a beleza das suas praias e as riquezas de um mar imenso são um potencial enorme que precisa ser pensado, projectado e implementado de forma estruturada e apoiada em critérios que privilegiem o bem de toda a comunidade, integrando e gerindo interesses múltiplos, tanto internos como externos.

O processo da independência e a evolução para um regime multipartidário trouxeram a libertação do modelo colonial e mudanças profundas no tecido e relações sociais, mas também levaram à destruição de grandes infra-estruturas, como as roças sede, que permitiam a prestação de serviços básicos de saúde, ensino e alimentação às populações…
Era uma consequência inevitável?! Talvez, mas a sua destruição atrasou, em muito, o desenvolvimento deste povo, bom e amigo!

Por isso, os responsáveis deste novo país lusófono deparam-se hoje com dois grandes desafios: por um lado, minorar as dificuldades do presente e, por outro, preparar, com as novas gerações, o seu futuro! E, pelo que nos foi dada ver e ouvir, os jovens não só o esperam, como estão disponíveis para fazer a sua parte!

E eu peço a Deus que suscite filhas e filhos daquele povo, capazes de conduzir os seus destinos com sabedoria e inteligência, coragem e espírito de serviço; e que encontrem, dentro e fora das suas fronteiras, os apoios de que vão precisar!

Uma última palavra de agradecimento vai para quantos nos ajudaram na preparação e realização deste projecto em São Tomé e Príncipe, de modo especial, o Bispo da Diocese, D. Manuel António Santos e os que contribuíram com as suas ofertas. A todos, o nosso bem-haja!

P. Armindo Janeiro
Presidente da Direcção

One thought on “Gerações de esperança!

  1. Domingo, 23 de Julho de 2017 at 21:57

    Olá, caros amigos, saudações franciscanas de Paz e Bem…

    Poucos dias passados após o nosso regresso, tendo ainda presentes as imagens vivas das paradisíacas ilhas de São Tomé e Príncipe e do ilhéu das Rolas; mesmo assim, sabe bem ler esta crónica do Pe. Armindo Janeiro e rever, nestas fotos, as paisagens deslumbrantes que, durante 8 dias, tivemos o privilégio de contemplar. Mas, sobretudo, rever, igualmente, os missionários e missionárias que, irmanados na fé, na esperança e na caridade, ajudam o povo daquele novo país a crescer social, cultural e espiritualmente….

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